Fátima Bernardes e William Bonner se separam. Já não há mais relacionamentos como antigamente…

separacao21Pois é! Mais uma separação! Os relacionamentos não são mais como antigamente… já não duram mais a vida toda.

Acordei hoje com uma chuva de Memes, piadas, notícias sobre a bomba da vez. Me lembrou muito vários casamentos que eu participei como espectador, coadjuvante ou até mesmo protagonista, o meu. Sempre que alguém se separa, vira o assunto da vez. Hoje vivemos um momento político extremamente importante para o país e talvez se fala mais sobre a separação de Fátima e William do que de um tema tão importante para o país.

Talvez as pessoas estejam ocupando mais o seu tempo em falar desta separação do que utilizando tempo para saber como estão suas próprias separações.

Histórias de supostas traições de William ou Fátima brotam a cada minuto. Que triste!

Porque será que uma separação de um casal, especialmente de um casal que deu tão certo, chama tanto a atenção das pessoas, seja de forma legitimamente triste, seja de forma pejorativa com piadas e suposições?

No meu Stand Up Reflexivo FELICIDADE! Eu comento, entre tantos temas, da minha própria separação. Fui casado por 18 anos com minha primeira namorada, tivemos dois filhos e vivemos uma vida maravilhosa juntos. Quando nos separamos, viramos a bola da vez, uma mistura de novela das 8 com Geraldão e Datena. As pessoas comentavam entre elas, supunham motivos, provocavam ela e eu com “eu vi”, “eu escutei”, “você sabia?”. Me perguntavam porque não deu certo e até o cúmulo de uma pessoa que comentou que a viu e que ela estava bem melhor que eu! (Ein?!) haha

O meu relacionamento deu certo, caso contrário não teria durado 18 anos e terminado com frutos tão maravilhosos e tanto respeito mutuo. O da Fátima e William deu MUITO certo, ou não teriam sido referência de um casal feliz por tantos anos. O motivo que eles se separaram cabe apenas e exclusivamente a eles dois e ninguém mais. Cabe também ao casal cuidar para que seus filhos não sofram, até porque são eles a parte mais importante da relação e a mais frágil.

O problema é que as pessoas colocam seus EGOS acima do respeito às pessoas!

Tanto os que estão ao lado observando, de perto ou de longe, preferem realçar a tristeza e desafio do outro, a enfrentar seus próprios desafios. Preferem fazer com que o assunto esteja no outro para evitar que eles passem a ser o assunto, como se ser assunto fosse um problema ou sequer importasse algo em nossas vidas. Dói menos apontar o problema do outro a cuidar dos seus próprios problemas e nesta onda percebemos que o que divulga hoje passa a ser a manchete amanhã.

Pior ainda quando o casal acaba, justamente dirigidos pelo EGO, a usar os próprios filhos como armas nesta guerra estimulada pela sociedade. Depois perguntam: Onde foi que eu errei?!

Pois bem, vamos lá!

Os relacionamentos estão em plena transformação. No passado, bem no passado, haviam casamentos arranjados e de conveniência. Pessoas casavam por acordos entre as famílias e duravam porque não havia opção, aliás, não havia separação prevista na lei. Em seguida veio uma onda nova de casamentos por amor, talvez a geração dos meus avós. Casavam-se mesmo que as famílias não concordassem. Poucos foram os divórcios desta geração, ainda que algumas relações fossem relações regadas a traições e falta de respeito. A mulher, inclusive era normalmente colocada em segundo plano e muitas vezes não tinham voz ou até vida. A geração seguinte, talvez a dos meus pais, foi uma geração de relações no início de uma transformação. Foi quando o número de divórcios começou a aumentar, ainda que em pequena proporção, lembro-me alias de casos de mães divorciadas que sofriam preconceito e eram afastadas dos ciclos sociais, eram mal vistas. Um absurdo, obviamente.

Hoje, vivemos em meio a uma revolução nas relações e vejo em meu próprio ciclo social no qual a imensa maioria dos casamentos que vi acabou. Poucos são os que duram e os que duram, poucos são os felizes!

Parece estranho eu falar de algo supostamente negativo não é? Logo eu que falo sobre felicidade e sempre trago positividade.

Me preocupa muito este tema. Se não realizarmos uma revolução na forma de nos relacionarmos amorosamente, teremos um caos no que há de mais importante na vida de um ser humano, a família. Sim, a família é a nossa base, em geral imperfeita até porque nós somos imperfeitos e contribuímos diretamente para isso.

Meu filho menor outro dia disse: Papai, porque as pessoas casadas só brigam? Casar não deve ser bom!

Olha a imagem que estamos passando.

Como eu vejo os relacionamentos e os casamentos? Será que as pessoas já não prestam mais? Será que ninguém serve para casar?

O casamento tem que ser a celebração e materialização de um amor verdadeiro. Assim que vejo. Eu acredito no casamento e creio inclusive que neste desafio que vivemos nos relacionamentos, no qual as pessoas casadas estão em sua maioria infelizes e brigando e os solteiros solitários e sofrendo. O desafio é aprendermos a nos relacionarmos de uma forma que poucos casais se relacionaram desde sempre. Hoje vivemos em uma época que, graças à luta das classes, as pessoas são livres para decidirem o que querem e o que não querem para suas vidas. Vivemos em uma era na qual não importa o gênero, a sexualidade ou a religião. Não importa mais se a pessoa é divorciada, solteira, se é nova ou vivida, se tem filhos ou não. Cada vez menos nos preocupamos com o que a pessoa é e cada vez nos ocupamos mais em saber quem a pessoa é.

Devemos perceber a mudança que está ocorrendo no mundo, nos adaptarmos a ela e acelerarmos esta mudança para o lado correto e para mim o lado correto é percebermos que as relações devem ser fruto de um amor verdadeiro e não mais conveniência, cura da carência ou aparência.

Para nos relacionarmos bem, devemos primeiro estar bem com nós mesmos, nos amar, até porque não damos ao outro aquilo que não temos.

Apenas se sabemos quem somos, podemos atrair o semelhante até porque as semelhanças atraem e as diferenças somam. Sim, não creio naquela máxima de que os opostos se atraem, se são muito opostos certamente haverá guerra, basta o fogo do amor diminuir.

Um relacionamento, como digo no áudio cujo está link abaixo, é fruto de um amor verdadeiro que chamo de fogo em uma fogueira formada por duas pessoas que inicialmente se apaixonam e resolvem acendê-la. O motivo da formação desta fogueira deve ser a admiração entre os dois pelo que são e não apenas uma carência ou uma necessidade em suprir um vazio. Este vazio normalmente está dentro de nós e apenas nós mesmos podemos preenchê-lo. A partir do momento que se acende, primeiro com um fogo azul, que chamo de paixão, até pegar o fogo amarelo, que chamo de amor, a fogueira precisa ser alimentada com mais lenha. A lenha é a paciência, o perdão, o apoio, o carinho, enfim o cuidado mútuo. Se não cuidado o fogo amarelo, por mais forte que tenha sido apaga e quando apaga é feio e fétido, é incômodo e por isso os casais se separam. Se separam porque o fogo que aquecia outrora, agora já não existe. Simples assim.

Sinceramente, admiro muito o relacionamento de Fátima com William, seja lá qual for o motivo que terminou e se houve motivo real, não importa a mim, tampouco a você, apenas a eles dois. Eles casaram e eles se separaram e nada temos a ver com isso. Temos sim a ver com a nossa existência, com quem somos e o que queremos para nossas vidas.

Paremos de utilizar separações e problemas alheios para nos divertirmos ou distrairmos dos nossos próprios desafios.

William e Fátima, parabéns por terem sido um exemplo de casal e família por tanto tempo e desejo que sigam sendo a linda família ainda que separados já que possuem lindos filhos que os unirão para sempre.

Aos que estão divulgando piadas desde caso, olhem para si e cuidem de si para não serem as próximas piadas no futuro.

Está na hora de nos darmos conta de que ninguém mais é obrigado a ficar ao lado de ninguém, está na hora de percebermos que é sim possível ter um amor verdadeiro e eterno, mas que antes era apenas eterno sem ser amor e agora precisa ser amor para ser eterno.

Está na hora de nos preocuparmos mais com o essencial e deixarmos o fútil e irrelevante do lado, sem perder a alegria de fazermos piadas engraçadas com o que se pode em vez de apontar o foco para o lado amenizando nossas próprias responsabilidades, as de cidadãos, de parceiros, de seres que estão aqui nesta existência por um motivo muito maior que falar da vida alheia.

Votos de muito amor e felicidade eternos em sua vida e te espero no Teatro Gazeta dia 12 de Setembro para nos divertirmos e crescermos juntos no meu Stand Up Reflexivo.

 

Mauricio Patrocinio

Autor do livro “Porque as pessoas não são felizes?”, comunicador pelo projeto Discutindo a Felicidade nos meios de comunicação, mídias sociais, realiza Palestras e seu Stand Up Reflexivo FELICIDADE!, especialista em Marketing de relacionamento, Vendas diretas com 24 anos de experiência, especialista em felicidade, membro do conselho de ética da Associação Brasileira de empresas de vendas diretas e do Instituto Aliança para o futuro da criança e sócio mentor da Ares Beleza e Bem-Estar.

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