Os ensinamentos da Dory!

Dory

 

Se você ainda não assistiu Procurando Nemo e agora Procurando Dory, eu recomendo.

A Dory é aquela peixinha divertida que sofre de perda de memória recente. Entre tantos ensinamentos, o principal deles é a gente ser feliz independente da condição que a gente vive. A Dory não fica chorando porque não se lembra das coisas, ela passa sim por momentos tristes, mas sua essência é feliz. Ela se diverte, ela segue adiante, e continua sempre a nadar. Uma das cenas do primeiro filme ela diz que para achar a solução, continue a nadar.

A gente gosta de sofrer, de cair na nostalgia. Parece que há algo dentro de nós que chama essa nostalgia. A síndrome da hiena, Hardy, que diz que nada vai dar certo, anda curvada, olhando para o chão, não emite um sorriso nunca. É uma auto-piedade, misturada com uma baixa auto-estima e somatizada por uma necessidade de ser aceito, de chamar a atenção.

Quando pequenos aprendemos isto rapidamente. Não é difícil observarmos nas ruas, nos shoppings, nos parques e até dentro de casa as crianças se jogando no chão, esperneando, chorando, gritando. É atenção que queremos. Quando a atenção não vem pelo mérito, queremos atenção pela dor.

Quem não foi, em algum momento, ou não tem alguém em casa ou na família e amigos que quando você pergunta se está tudo bem, ela começa um relatório médico complexo ou uma catarse imediata de primeiro grau descrevendo todas as dificuldades na sua vida? Quem aqui não faz um desabafo com alguém como: Puxa, estou trabalhando muito, muito cansado e a pessoa ao lado diz: E eu?! Estou muito mais! Uma competição para ver quem está mais afundado na merda.

Nossos problemas dizem respeito a nós, não ao coletivo. Temos sim que compartilhar, desabafar, pedir apoio, mas isso não significa ficar aprisionado no negativo e contaminar as pessoas. Quanto mais presos estivermos ao que temos de ruim, maior a muralha que criamos para o que tem de bom do outro lado.

Ser negativo contamina, ser positivo contagia. Apoiar demasiadamente alguém que está negativo, sem que a pessoa faça a parte dela nos leva para o mesmo padrão vibratório. Devemos sim ajudar as pessoas que precisam, mas temos o limite de ajudar o tanto que ela quer se ajudar. Eu constantemente aconselho as pessoas a se afastarem das pessoas negativas e se aproximarem das pessoas positivas. Isso está totalmente direcionado aos Hardies (Hienas melancólicas), não a não fazer o bem. Afaste-se das pessoas negativas ainda que esta pessoa seja você. Não fortaleça em ninguém, nem em você a auto-piedade, a criança manhenta que está em você ou no outro. Fortaleça tudo que você tem de bom e tudo que você é de melhor. Os desafios passam, tudo passa, nos seu tempo, tudo passa. Olhe o positivo e respeite os desafios, sem negligenciar, mas siga adiante. Continue a nadar, continue a nadar, para achar a solução… nadar… nadar! Ria, divirta-se, ame-se, viva a vida, construa, faça a sua parte e o tempo fará a dele. Em alguns momentos, invoque a “Perda de memória recente” para esquecer aquilo que te aprisiona e abra um novo oceano à sua frente.

Falando nisso, te espero no meu Stand UP FELICIDADE, dia 03 de agosto no Teatro Gazeta em São Paulo. Este dia poderá abrir este oceano à sua frente.

Seja sempre MUITO FELIZ!

Mau

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