Como eu identifiquei meu sabotador

Ele é o grande responsável por nos travar, por não nos deixar sair da zona de conforto, por não nos deixar arriscar, nem dar passos maiores ou tirar sonhos do papel.

Para o sabotador, que vem sempre travestido com boas intenções, você precisa ser cauteloso quando está arriscando demais, você precisa ser temeroso quando está confiando demais. Você precisa descansar quando está trabalhando demais e precisa trabalhar quando está em seus momentos de puro ócio.

Ele não te deixa em paz.

Calar o sabotador é uma das coisas mais difíceis que podem existir na vida.

Eu já me vi impregnado da presença dele até mesmo em dias pós feriado, quando tentava curtir um momento de paz na praia, e ele me dizia que eu deveria estar trabalhando. A maldição do sabotador pode ser fatal quando damos ouvidos a ele.

Quando escutamos o que ele tem a dizer, mas o pior é quando compramos o discurso dele e passamos a reproduzi-lo, como se fosse nosso.
Como um chip implantado na nossa mente, ele vem carregado de crenças limitantes, frases do senso comum, preconceito, entre outras coisas que, além de danificar o cérebro, empacam a vida de qualquer um.

Certa vez, numa sessão de terapia, eu me criticava e me xingava muito.

Essas agressões ficaram tão evidentes que meu terapeuta me chamou a atenção para isso. Em alto e bom som, com sua voz pausada, ele disse, para que eu absorvesse:

‘Nenhuma agressão negativa contra nós, vinda de nós mesmos é natural’.

E aí passei a entender que, quando não estava contente com algo, ou insatisfeito, deveria pensar em melhorar. Sem me culpar ou fazer ladainha.

E essa não foi a primeira nem a única vez que o sabotador me visitou. E você? Qual o papel do sabotador na sua vida? Você se incrimina demais? Se culpa, se deixa levar pelos comentários destrutivos e malignos que ele te traz? Pense nisso

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