“Trabalho não mata ninguém. O que mata é stress”

Outro dia estava na fila do supermercado e uma senhora olhava para a caixa. Eram 22 horas. Ela disse ‘Que bom que é trabalhar né? Eu também trabalho até tarde. Ocupa a minha cabeça’. A menina do caixa, surpresa, respondeu que trabalhava desde pequena e que sempre que tinha um trabalho, fosse qual fosse, ela pegava pra complementar a renda de casa.
Dito isso, a senhora respondeu ‘ah, mas trabalho não mata ninguém. O que mata é stress’.

Fiquei com aquele diálogo na cabeça até chegar em casa. Pensando em todas as vezes que tive que trabalhar duro, com prazos apertados ou grande volume de trabalho, e me dei conta de que realmente nunca tinha ficado ‘cansado’ quando trabalhava com prazer. Minha energia se esvaia quando eu me preocupava se tudo ia dar certo, quando eu ansiava alguma coisa ou tinha medo de não cumpir alguma meta.

Vi que aquela frase tinha um pouco de verdade. Trabalho não mata ninguém. O que mata é stress.

E o stress vem quando nossa cabeça está criando problemas, quando nos pressionamos demais pra dar conta de tudo, quando corremos mais que nosso corpo pode suportar.
Todos sabemos o que o stress faz com um organismo. Segundo uma pesquisa feita na Faculdade de Medicina da Universidade Harvard, Estados Unidos, situações estressantes provocam uma produção excessiva de glóbulos brancos no organismo, células do sistema de defesa que, em excesso, prejudicam circulação do sangue nas artérias
Segundo os pesquisadores, ambientes que provocam stress pelo ritmo acelerado de trabalho deixam as equipes com o sistema imunológico baixo.

De acordo com psicólogos, os fatores que mais afetam a qualidade de vida podem ser: sobrecarga de trabalho – o ambiente de trabalho; falta de estímulos, a sensação de nulidade e a falta das boas perspectivas, ou o que é pior, presença de perspectivas pessimistas.

Deve haver cada vez mais uma preocupação no modo de conduzir os processos de mudanças. Afinal, pressão só piora as coisas e pressionar a si mesmo vai te tornar um estressado crônico. E aí não adianta correr atrás do prejuízo.

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